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NRDCs: mais significado para os Clubes!

É do conhecimento dos associados dos Clubes de Rotary, principalmente pelos seus dirigentes, dos esforços empreendidos pelos sucessivos presidentes do Rotary International, para que se quebre a marca de um milhão e duzentos mil associados, congelada há cerca de vinte anos. Seja com discursos veementes ou com metas desafiadoras, sem sucesso, o fato é que somente nesta gestão 2021/22 é que se alcançou, em 31 de outubro, os 1,4 milhões de associados em todo o mundo. O Presidente Shekhar Mehta não fixou números, mas investiu na campanha “Cada Um Traz Um”, embasada no conceito de que ser rotariano é positivo e é da responsabilidade de cada um passar essa ideia ao seu círculo de relacionamento, atraindo as pessoas para o Rotary. Da mesma forma, com empenho equivalente, os dirigentes esmeram-se em criatividade para aumentar a arrecadação de contribuições para a Fundação Rotária, numa investida final para a erradicação da poliomielite ou nos fundos anuais que retornam parcialmente aos clubes para financiar projetos enquadrados nas sete Áreas de Enfoque. Não deixa de ser um grande desafio, uma vez que no D4571 a contribuição média por associado não alcançou US$ 40 na gestão 2020/21, comparativamente aos desejáveis US$ 100/anuais. Um facilitador de grande importância, senão fundamental, para o crescimento da organização é o que ela transmite ao público, espelhando o comportamento, as ações de seu corpo de associados. É o rotariano que faz o Rotary. Neste ponto, entram as funções de Imagem Pública, entre elas o zelo com a Marca Rotary – que é uma responsabilidade de todos os associados –, a divulgação sobre os rotarianos em ação – que é uma responsabilidade dos clubes –, além do treinamento e capacitação nas diversas mídias, disponibilizados pela equipe distrital. Nesse cenário, onde ficam os NRDCs (Núcleos Rotary de Desenvolvimento Comunitário)? Pois bem, estão do outro lado, fora dos clubes, mas trabalham com os clubes. São formados por não rotarianos que acreditam nos valores do Rotary e estão comprometidos com o trabalho voluntário na melhoria de suas comunidades. A palavra “empoderamento” está muito em voga nestes dias e é o que acontece quando o clube decide patrocinar um NRDC: o empoderamento dos membros da comunidade para liderarem ações que atendam às necessidades locais. Por sua vez, o Rotary Club patrocinador aumenta a sua capacidade de fazer uma diferença duradoura, uma vez que os projetos nos Núcleos são mais sustentáveis e o impacto é aumentado a médio e longo prazos quando tem a participação dos membros da comunidade, na maior parte das vezes, envolvidos no planejamento, implementação e supervisão desses trabalhos. O NRDC ao possibilitar que o clube trabalhe com voluntários locais, abre o Rotary para um público mais amplo, ajudando a desenvolver um relacionamento mais sólido na comunidade. Talvez não exatamente nesse sentido, mas o Distrito 4571 já teve 48 NRDCs e, hoje, 35 deles estão operantes. O mais antigo é o de Adrianópolis, patrocinado pelo RC de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, fundado em 1991, há 30 anos, portanto. A sensibilidade do RI com relação à importância dos NRDCs começou a ser percebida ainda em janeiro de 2020, com a decisão do Conselho Diretor para que o até então representante do NRDC, passe a presidente do NRDC, reforçando o grupo de liderança eleito pelos membros do Núcleo. Em relação ao clube, manteve-se a figura do conselheiro do NRDC, que deve participar das reuniões, acompanhar os trabalhos, orientar a administração, a liderança e os membros do Núcleo, mantendo o clube informado sobre as atividades realizadas e em desenvolvimento.   Pedro Roberto CauvillaDiretor Regional no Distrito 4571, Região A Associado do Rotary Club de Guararema   Fonte: https://my.rotary.org/pt/document/rotary-community-corps-rcc-presentationhttps://www.rotary.org/pt/our-programs/rotary-community-corpshttp://daf.rotary.org/pt/rotary-community-corps-lets-volunteers-tap-rotary  

Talentos não podem ser desperdiçados

Muito se discute ultimamente acerca da melhor forma, do melhor método para o crescimento ou até a retenção do número de associados do Rotary. São ações necessárias para mantermos viva a chama da existência e continuidade da nossa organização. Percebo claramente em diversos Clubes, que os novos associados não assumem cargos, não são envolvidos, não são inseridos nos rituais, nas tarefas, seja por qual motivo for. Isso é muito ruim para o processo de aprendizado, crescimento, integração, engajamento, pois eles acabam não tendo a oportunidade de testar suas respectivas competências e aí possivelmente nos deparamos com um eventual talento desperdiçado, não percebido, não aproveitado. Isso se aplica também aos associados antigos. Há companheiros nos Clubes que são verdadeiras figuras decorativas, limitando-se a pagar a mensalidade e ir às reuniões. Em alguns casos nem isso acontece. Há associados que pensam que doar um volume financeiro para a Fundação Rotária isenta-os de participar das atividades administrativas e projetos. Doar recursos financeiros é tão importante quanto, colocar a mão na massa, “pegar o boi pelos chifres”, dar o exemplo fazendo e não apenas saindo nas fotografias. A idade média dos rotarianos é alta, como sabemos e, embora sejamos ativos, animados, os Clubes não deveriam deixar os cargos sob a responsabilidade das mesmas pessoas, gestão após gestão, geralmente aqueles companheiros mais antigos, pela experiência, conhecimento das normativas do Rotary, etc. Os referidos companheiros são verdadeiros “carregadores de piano”, mantendo com pouco ou nenhum apoio, o funcionamento dos Clubes. É preciso ousar para manter a continuidade, pois nenhum de nós viverá para sempre. A minha vida profissional me mostrou uma realidade dolorosa certa vez, quando, diante de uma oportunidade de crescimento, meu superior me disse com todas as letras, que eu não seria promovido porque não havia ninguém na equipe para me substituir. Isso me custou caro e desde então adotei a estratégia de preparar sucessores, contratar profissionais com diversidade de conhecimentos e que pudessem me substituir a qualquer momento na organização. Da mesma forma vejo a estrutura dos Clubes, pois é preciso desenvolver os novos associados, para que os cargos não fiquem eternamente sob a responsabilidade das mesmas pessoas. Só assim conseguiremos ter sempre companheiros aptos ao exercício de qualquer cargo. Não tenho a receita do bolo, mas quando exerci a Presidência do Rotary Club de Bangu, nos períodos 2019-20 e 2020-21 montei a equipe considerando sempre um novo entrante, deixando como segundo, um companheiro mais experiente. O Diretor de Protocolo do período 2019-20 atuou como Secretário em 2020-20 e atualmente é o Presidente do Clube. O Secretário do período 2019-20 atuou como Diretor de Protocolo em 2020-21 e será o Presidente do Clube no próximo período. A ideia é sempre dar uma atribuição ao novo entrante, deixando um companheiro mais antigo na retaguarda. Isso faz com que o novo associado seja obrigado a se envolver, ler, estudar, sempre com a segurança de ter o apoio necessário, caso precise. Nos dois períodos em que estive na presidência do Rotary Club de Bangu recebi indicações de pessoas interessadas em conhecer a nossa organização e mesmo limitado pela pandemia, fiz o primeiro contato por telefone, convidei para um bate papo virtual comigo (via zoom), convidei para as nossas reuniões virtuais, sempre buscando mostrar ao interessado como a nossa organização funciona e o bem que faz a humanidade, através de seus projetos. Compartilhei com vocês dois singelos exemplos de sucesso, pois um já é associado do Clube há um ano e o outro tomará posse, logo mais, em 24/11/2021. Dá trabalho! Dá prazer! Dá orgulho!   Marcos Cerqueira AcrucheDiretor Regional no Distrito 4571, Região D Associado do Rotary Club do Rio de Janeiro-Bangu

Lançamento do Manual do RYLA

O manual RYLA agora está disponível em vários idiomas!A cada ano, aproximadamente 50.000 jovens líderes adquirem o conhecimento e as habilidades de que precisam para fazer mudanças reais, local e globalmente, por meio da participação em um evento RYLA! Para apoiar melhor os organizadores do RYLA, temos o prazer de anunciar o lançamento de um novo Manual do RYLA, agora disponível em inglês, francês, alemão, italiano, japonês, coreano, português e espanhol. Neste recurso, você encontrará orientações passo a passo para apoiar o desenvolvimento de programas RYLA seguros, significativos e divertidos para todos os participantes. 🎁 AQUI ==> Você encontra o PDF do manual.

Quais são os indicadores quantitativos e qualitativos do projeto?

A coleta de informações (avaliação/indicadores) é de primordial importância na produção de projetos que visam a obtenção de subsídio da Fundação Rotária.   A definição do que seja “avaliação” parece ser quase consensual. De acordo com a UNICEF, por exemplo, trata-se do exame sistemático e objetivo de um projeto ou programa, finalizado ou em curso, que contemple o seu desempenho, implementação e resultados, com vistas à determinação de sua eficiência, efetividade, impacto, sustentabilidade e a relevância de seus objetivos. O propósito da avaliação é guiar os tomadores de decisão, orientando-os quanto à continuidade, necessidade de correções ou mesmo suspensão (COSTA e CASTANHAR, 1998)¹. Assim, a avaliação de um projeto pode ser realizada em três momentos: antes do início, durante e depois do projeto executado. A primeira avaliação “ex-ante” permite escolher as melhores estratégias para a consecução dos objetivos do projeto. Já a avaliação “durante” busca avaliar o processo, estabelecer indicadores de análise do andamento dos objetivos e alterar rotas objetivando a eficiência do processo. O primeiro e o segundo momento servem de referencial para a avaliação “ex-post” quando o projeto for avaliado em termos de produto final (CAMPOS et al., 2008)². A lista dos critérios que podem ser utilizados é extensa, depende dos aspectos que se deseja avaliar. Contudo, para a Fundação Rotária, são os seguintes:   Eficácia: medida do grau em que o projeto atinge os seus objetivos e metas;  Impacto: indica se o projeto tem efeitos (positivos) na comunidade; Sustentabilidade: mede a capacidade de continuidade dos efeitos alcançados através do projeto, após o seu término.   A aplicação dos critérios requer, formas específicas de operacionalização, ou seja, devem ser calculadas a partir da identificação e quantificação dos resultados obtidos. Em geral, “indicadores” são utilizados. Os indicadores vão possibilitar que o avaliador tenha uma ideia “mais concreta” das transformações propostas pelo projeto. Não é uma tarefa fácil definir os indicadores, todavia, algumas características devem conter. Características que devem conter um indicador. Fonte: CAPTA (2021)³.   A Fundação Rotária, quando do preenchimento do pedido de subsídio, solicita que seja explicado como o projeto será monitorado e avaliado. Monitorar quer dizer ter meios para avaliar o projeto, seja durante sua execução e ao seu final. Ou seja, indicadores quantitativos e qualitativos, que servem para demonstrar se as atividades do projeto estão sendo bem executadas (indicadores de processo ou desempenho) ou se os objetivos foram alcançados (indicadores de resultado e de impacto).  A descrição das três formas de indicadores é primordial para o êxito do pedido, assim sendo, é necessário explicar a forma de coleta das informações. Na Figura 2 tem-se um exemplo dessa descrição: INDICADORES DE PROCESSO OU DESEMPENHO Atividades Indicadores Meios de Verificação Realizar duas capacitações em Agroecologia para 30 Agricultores Quantidade de Capacitações Realizadas Lista de Presença Fotos Quantidade de Agricultores Capacitados Relatórios   INDICADORES DE RESULTADOS Objetivo Específico Indicadores Meios de Verificação Difundir a Aplicação de Técnicas Agroecológicas junto aos Agricultores Diversidade de Espécies Produzidas Fotos Relatórios Teor de Matéria Orgânica no Solo Visitas Técnicas Independência de Insumos Externos Entrevistas   INDICADORES DE IMPACTO Objetivo Geral Indicadores Meios de Verificação Aumento da Segurança Alimentar com a Implantação de Sistemas Agroflorestais Redução no valor gasto com a Compra de insumos externos para produzir alimentos. Relatos Entrevistas Aumento na diversidade de alimentos na mesa da família. Pesquisa Exemplo de Indicadores por Forma de Coleta das Informações. Fonte: Adaptado de CAPTA (2021).     Dante Bachi JuniorPresidente da Subcomissão Distrital de Subsídios e Projetos,e da CADRE Distrital, 2021-22     (¹) COSTA e CASTANHAR (1998). Avaliação de Programas Públicos. Disponível em: http://app.ebape.fgv.br/comum/arq/CLAD2002.pdf (²) CAMPOS et al. (2008). Avaliação de Projeto Social: da Ação a uma Meta-Avaliação. Disponível em: Microsoft Word - APS-   A214.doc (anpad.org.br). (³) CAPTA (2021). Como Definir Indicadores. Disponível em https://capta.org.br/estrutura-do-projeto/indicadores/

Os Dois Lemas Principais do Rotary

Os lemas oficiais do Rotary, Dar de Si Antes de Pensar em Si e Mais Se Beneficia Quem Melhor Serve, datam dos primórdios da organização. Arthur Frederick Sheldon, rotariano que fez o discurso que inspirou a criação do Lema Mais Se Beneficia Quem Melhor Serve.   Em 1911, na segunda Convenção da Associação Nacional de Clubes de Rotary da América em Portland, Oregon, o Lema Mais Se Beneficia Quem Melhor Serve foi oficializado. Ele foi criado a partir do discurso feito pelo rotariano Arthur Frederick Sheldon durante a primeira Convenção do Rotary, que aconteceu em Chicago no ano anterior. Sheldon afirmou que “apenas a ciência da conduta correta em relação aos outros vale a pena. Os negócios fazem parte da ciência dos serviços humanos. “Mais se beneficia aquele que serve ao seu companheiro da melhor maneira possível”. Crachá da Convenção Internacional de 1928 com os Lemas do Rotary.   A Convenção de Portland também inspirou a criação do lema Dar de Si Antes de Pensar em Si. Durante um passeio pelo Rio Columbia, Ben Collins, presidente do Rotary Club de Minneapolis, EUA, numa conversa com o rotariano J.E. Pinkham sobre o modo mais apropriado de se organizar um Rotary Club, compartilhou o princípio que seu clube havia adotado: servir além de si mesmo. Pinkham chamou Paul Harris, que também estava no passeio de barco, para fazer parte da conversa. Paul acabou pedindo a Ben que fizesse um discurso na Convenção, onde a frase "servir além de si mesmo" foi recebida com muito entusiasmo. Na Convenção de 1950 em Detroit, versões pouco modificadas dos dois slogans foram oficialmente aprovadas como lemas oficiais do Rotary: Mais Se Beneficia Quem Melhor Serve e Dar de Si Antes de Pensar em Si. O Conselho de Legislação (COL) de 1989 estabeleceu o lema Dar de Si Antes de Pensar em Si como a máxima do Rotary, porque transmite bem a filosofia da organização. Nos COLs de 2004 e 2010, algumas alterações foram feitas à versão em inglês do lema, o que não teve impacto na sua versão em português.    Pedro Roberto CauvillaDiretor Regional no Distrito 4571, Região A Associado do Rotary Club de Guararema Fonte: https://www.rotary.org/pt/history-rotary-mottoes

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