​Como mulheres são tratadas na hora do parto

​Grávida faz exames em hospital no Camboja.
​Grávida faz exames em hospital no Camboja.

Uma ​d​as sete Áreas de Enfoque do Rotary tem como tema a SAÚDE MATERNO-INFANTIL. O Rotary apoia atividades e treinamentos para melhorar a saúde materna e reduzir a mortalidade de menores de cinco anos. Tais ações fortalecem o sistema de saúde ao expandirem a assistência médica, facilitarem o acesso à tal assistência, fornecerem equipamentos médicos ou treinarem profissionais da área da saúde. Porém, uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde, OMS, que acaba de sair na publicação especializada BMJ Journals, mostra como mulheres e recém-nascidos são tratados durante o parto. O estudo menciona “cada vez mais evidências comprovando que mulheres ao redor do mundo enfrentam tratamento inaceitável durante o nascimento de seus filhos.” Entre os problemas, estão​:​ violações aos direitos à privacidade, ao consentimento informado e em ter uma pessoa de confiança durante todo o parto.

 

AUMENTO DA CONFIANÇA 
A OMS destaca que os maus-tratos podem “prejudicar seriamente a confiança no hospital ou centro de saúde” e assim, “as mulheres podem evitar esses locais antes, durante e depois do parto”, gerando consequências sérias para a saúde e bem-estar de mães e bebês e até colocando vidas em risco. 
 
Orientações médicas e sistemas de apoio favorecem participação dos pacientes na realização de seu potencial 
Estudo da OMS avalia também situação de recém-nascidos. 
 
A pesquisadora do Departamento de Saúde Reprodutiva da OMS, Ozge Tunçalp, explica que “melhorar a experiência das mulheres durante o nascimento dos bebês é essencial para aumentar a confiança nos centros de saúde e garantir acesso a cuidados de qualidade no pós-parto”.
 
 
ABUSOS FÍSICOS
Mais pesquisas são “necessárias com urgência” para se entender melhor as experiências das grávidas na hora de dar à luz e melhorar o tratamento. A análise feita pela agência da ONU mostra, por exemplo, que mulheres que não podem ter acompanhante são geralmente as que mais relatam “abuso físico, procedimentos médicos não-consensuais e falhas na comunicação”, na comparação com as que entraram na sala de parto acompanhadas.
 
Taxa global de nascimentos de bebês com a síndrome de Down é de um entre mil ou até 1,1 mil nascidos vivosEnfermeira examina mulher grávida em Shrawasti, na Índia 
 
A pesquisa mostra ainda a importância de se entender melhor as experiências das mulheres para melhorar os cuidados, avaliando a satisfação delas e tendo em conta também responsabilizar aqueles que cometem maus-tratos. Baseada em observações na hora do parto, um dos estudos mostra a importância crucial “da boa comunicação e de processos claros de consentimento”, especialmente durante exames vaginais, sendo necessária “reduzir a exposição da mulher e aumentar a privacidade, sempre com o uso de cortinas”. 
 
 
RESPEITO É ESSENCIAL 
 
No caso das adolescentes grávidas, os maus-tratos contribuem para a “insatisfação e perda de oportunidade de engajamento com esse grupo”. A pesquisa comprova ainda que “o desenvolvimento de medidas confiáveis e concisas em todo o mundo ajuda a promover iniciativas de melhorias duradouras na qualidade” dos serviços de saúde na hora do parto. 
 
​Parteira oferece cuidados em Daikundi, AfeganistãoParteira oferece cuidados em Daikundi, Afeganistão.
 
A pesquisadora da OMS, Ozge Tunçalp, lembra que “quando mulheres e seus bebês recebem cuidados respeitosos, de qualidade e centrados na pessoa, existem mais chances delas buscarem cuidados de saúde e procurarem seus médicos”. A especialista acredita que essas novas evidências farão com que medidas sejam tomadas para reduzir os maus-tratos em todo o mundo. 
 
 
fotos: 
Capa: World Bank/Chhor Sokunthea 
1. © UNICEF/Andriy Boyko. 
2. Unicef/UN0281069/Vishwanathan 
3. © UNFPA Afghanistan

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