Atuação Política dos Clubes de Rotary
Existe outra maneira importante e possivelmente mais eficiente dos Clubes de Rotary e dos rotarianos se engajarem na Preservação da Natureza e na Proteção do Meio Ambiente. Esse mecanismo alternativo, consiste no envolvimento com colegiados, conselhos ou comitês (municipais, estaduais ou federais) relacionados à causa ambiental ou ainda com as diferentes entidades ambientais ou Unidades de Conservação existentes nos municípios e nas respectivas áreas de influência. Grande parte dos municípios que compõem o Distrito 4.571 são pequenos e não possuem órgãos ambientais específicos, ainda que obviamente tais órgãos devessem estar funcionando ativamente. Mas, como o Meio Ambiente e as questões ambientais ainda não são prioridades para a maioria dos municípios, muitas vezes esses órgãos ambientais acabam não sendo considerados importantes.
Esse fato lamentável e comum, acontece pelos mais diversos motivos. Muitas vezes, são as dificuldades econômicas e operacionais que não permitem aos municípios a possibilidade de comporem uma estrutura organizacional mínima e necessária. Outras vezes ocorre desconhecimento da importância de alguns setores ligados ao meio ambiente pelos administradores públicos e outras vezes ainda ocorre verdadeira falta de interesse das administrações municipais em manter tais tipos de estruturas nos seus quadros organizacionais, porque têm visões deturpadas da realidade por falta de conhecimento ou mesmo porque são efetivamente mal-intencionadas sobre esse assunto.
De qualquer maneira, nos municípios médios e grandes, quase sempre, costuma existir, pelo menos, um departamento, uma diretoria, uma Secretaria de Meio Ambiente, ou um órgão qualquer que responda pela área ambiental. Nesses municípios, certamente também existe um Colegiado, como um Conselho de Meio Ambiente. É fundamental que o Rotary International, através dos Clubes de Rotary, ocupem cadeiras desses órgãos municipais e que participem efetivamente das discussões e resoluções ambientais..
Vejam bem, não é apenas a presença do rotariano no colegiado, porque isso é comum, ou seja, muitos rotarianos, por si só, já fazem parte de colegiados, representando as mais diversas instituições, mas não o Rotary. O que importa aqui é que haja uma representação específica do Rotary Club no colegiado. O peso político do Rotary International deve ser utilizado fortemente pelos rotarianos a favor das causas ambientais, principalmente agora, quando o Meio Ambiente passou a ser uma das Áreas de Enfoque da instituição.

Existem vários colegiados importantes que possibilitam e necessitam da participação efetiva dos rotarianos. Há os Comitês de Bacias Hidrográficas, que fazem a gestão da água nas respectivas bacias, e os Conselhos Gestores das Unidades de Conservação, que orientam consultivamente os administradores dessas Unidades nos procedimentos a serem seguidos e ainda auxiliam na organização do Plano de Manejo delas. Nos Comitês já é prevista a participação dos Clubes de Serviço. Nos Conselhos Gestores, qualquer entidade sediada na área do entorno da Unidade de Conservação pode se candidatar a uma das vagas. Assim, em ambos os casos, a participação do Rotary é relativamente fácil de acontecer, desde que haja interesse dos Clubes de Rotary e dos rotarianos.
Minha experiência pessoal, representando o Rotary no Comitê das Bacias Hidrográficas do Paraíba do Sul, desde 2015, tem demonstrado que a presença do Rotary nesse tipo de colegiado cria maior determinação das ações, além de aumentar a responsabilidade e a seriedade dos administradores nas atividades do próprio comitê. Nos Conselhos Municipais só tive participações representando outras entidades e até hoje, infelizmente, nunca encontrei o Rotary representado nos diferentes Colegiados que participei. Pessoalmente, vejo isso como uma grande falha dos Clubes de Rotary, que sendo organizações da sociedade civil prestadoras de serviços à comunidade, deveriam participar e se envolver mais nas discussões que se relacionam diretamente aos interesses dessa mesma comunidade.
A propósito, o que estou dizendo aqui para os colegiados ligados ao Meio Ambiente, deve valer também para qualquer colegiado de outra área de interesse, que exista no município de abrangência do Rotary Club. Ou seja, os Clubes de Rotary, como entidades humanitárias e parte integrante do Rotary International, também deveriam se preocupar em participar efetivamente de todos os Colegiados Municipais, Estaduais e mesmo Federais que fossem possíveis, porque o peso político e a credibilidade rotária certamente iriam interferir positivamente nas ações e na eficiência desses colegiados.
Companheiros precisamos estar mais atentos para tornar nossa missão de servir mais eficaz e a participação dos Clubes de Rotary em diferentes colegiados implicará favoravelmente nesse sentido. Para interferir em quaisquer ações, o Rotary precisa estar sabendo dessas ações antes delas acontecerem e isso só será possível, se os Clubes e os rotarianos se envolverem direta ou indiretamente nas atividades administrativas de seus municípios.
Luiz Eduardo Corrêa Lima
Coordenador da Subcomissão de Meio Ambiente
Rotary International Distrito 4.571
Associado do Rotary Club de São José dos Campos-Urupema






