Na procura e no objetivo de “Servir para Transformar Vidas”

Nos últimos anos, cada vez mais se tem ouvido falar nas questões ambientais planetárias. O aquecimento global e o consequente aumento do número de fenômenos catastróficos, o excesso consumo e o uso indevido dos recursos naturais, a degradação ambiental e perda da biodiversidade natural do planeta, talvez sejam os mais significativos exemplos. Mas, as questões ambientais são inúmeras e recorrentes em todo o mundo, seus temas estão sempre crescentes na mídia e órgãos de opinião pública. Entretanto, fica a pergunta: o que tem sido feito para minimizar essas questões?

Pois então, se, por um lado, muitos estão atentos aos problemas, por outro lado, poucos estão, de fato, trabalhando pelas soluções, mormente os países pobres, menos desenvolvidos e com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Países que ainda carecem de conhecimento científico e tecnológico, de informações verdadeiras sobre as questões ambientais e até mesmo de interesse sobre essas questões. Muitos desses países, sequer, consideram a existência real das questões ambientais planetárias e seguem suas lutas cotidianas constantes pela melhora de suas respectivas economias, tentando sair da pobreza e da miséria, sem considerá-las. 

Na outra ponta, encontram-se os países ricos, mais desenvolvidos e com alto IDH, nos quais a questão econômica já é menos evidente, porque a qualidade de vida da população humana local está relativamente bem estabelecida e onde a chamada “consciência ambiental” parece ser mais efetiva. Nesse grupo, o interesse pelas questões ambientais é maior, mas ainda está bem longe de ser consenso e de gerar efetiva consciência entre os diferentes segmentos da população. 

Pois então, a ideia do desenvolvimento sustentável e da sustentabilidade, além de serem necessidades reais para o suporte planetário e para a manutenção da vida humana, surgiu como mecanismo funcional capaz de fazer com os dois grupos distintos de países se manifestassem conjuntamente nas ações ambientais e se ativessem às preocupações planetárias de maneira semelhante, obviamente, consideradas as respectivas diferenças. Porém, como o “bicho homem” é complicado, ninguém quer ceder absolutamente nada e assim, ninguém quer ter menos, se puder ter mais. Assim, os ricos, não negociam a possibilidade de deixarem de serem mais ricos e os pobres querem, de uma hora para outra, também ficarem igualmente ricos.

No meio desse disputa tola e insolúvel, todos se esquecem que existe o planeta Terra, nossa única “casa” e grande “mãe”, que nos abastece de tudo que precisamos e que está cada vez mais carente de recursos, por conta exatamente de nosso uso irresponsável, incoerente e inconsequente. Nesse momento conflitante o Rotary, usando de sua sabedoria acumulada em 116 anos de história e de Internacionalidade, como entidade humanitária responsável, consciente e preocupada com a humanidade e o planeta que ela ocupa, resolve interferir e dar sua demonstração de que é preciso sim, se envolver e participar efetivamente das questões ambientais.

Deste modo, os rotarianos do mundo inteiro são conclamados a colaborar com o planeta Terra, dando sua parte de contribuição através da nova área de enfoque para desenvolvimento de projetos, que é a área do meio ambiente. Companheiros rotarianos, o Rotary International nos apresenta o caminho a seguir e o nosso exército, composto por mais de um milhão e duzentos mil soldados espalhados pelo mundo tem a obrigação de participar dessa nova luta rotária.

As questões ambientais não são apenas mais umas questões humanitárias. Na verdade, elas são as mais importantes questões humanitárias atuais e os rotarianos precisam estar cientes desse fato e envolvidos na busca de soluções para essas questões. Nós rotarianos, somos exemplos em nossa comunidades e assim, temos a obrigação de nos posicionarmos no sentido de minimizarmos cada vez mais os problemas ambientais planetários. 

Certamente, nós, sozinhos, não teremos poder para estancar os problemas, mas através de colaborações e de projetos, ainda que modestos, poderemos demonstrar o quanto a humanidade necessita da Terra e o quanto ainda teremos que fazer para que ela continue sendo a nossa “casa” e nossa “mãe”. Vamos, pois, trabalhar pela causa ambiental em nossos clubes rotários e em nossas comunidades, demonstrando o nosso envolvimento em favor do meio ambiente e do planeta, sempre na procura e no objetivo de “servir para transformar vidas”.

 

Luiz Eduardo Corrêa Lima
Coordenador da Subcomissão de Meio Ambiente
Rotary International Distrito 4.571

Associado do Rotary Club de São José dos Campos-Urupema

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