Despedida de um companheiro e amigo!

Isaac Benchimol
Isaac Benchimol

Despedida de um companheiro e amigo - Issac Benchimol

Por: Eduardo Mayr, Rotary Club de Copacabana

 

Foi com um misto de incredulidade e surpresa que recebemos a notícia horrível: “--- Perdemos o Benchimol. Ele se foi! ”.

Ouvimos a notícia com desencanto. Não suportou esta maldição que se chama Covid-19, que tanto surpreende a humanidade e continua aterrorizando a todos, implacavelmente.

Deus chamou Isaac para as suas planícies celestiais, e com isto, nós, sua família, seus amigos e companheiros, ficaremos mais pobres, mais carentes em amizade, amor, carinho e ternura. Isaac era um homem excepcional. Já se afirmou que “há homens que lutam um dia, e são bons; há homens que lutam por um ano, e são melhores; há homens que lutam por vários anos, e são muito bons; há outros que lutam durante toda a vida, esses são imprescindíveis (Brecht) ”

Por isto, o escritor Saint Exupéry, autor do “Pequeno Príncipe”, com rara sensibilidade, afirmava que “cada um que passa em nossa vida não passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada; há os que deixam muito, mas os que não deixam nada. Essa é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente que duas almas não se encontram ao acaso. ”

Isaac era uma pessoa singular: brincalhão, com um agudo senso de humor, um otimismo sem par. Tinha como esposa e companheira inseparável a Suely, seus filhos que amava André Felipe e Gustavo, e sua querida irmã Nina. Deixa uma lembrança de otimismo e vitalidade, transformando a dor da perda na aurora de sua saudade e recordação. Seu nome e imagem ficarão guardados eternamente no relicário dos corações de tantos que ele ajudou pessoal e profissionalmente, dentro e fora do Rotary, seu ideal de vida, e que tanto lhe deve.

Sua passagem foi rápida. Internado, entubado, aguardou-se o desenlace. Veio. E ele foi-se, com o Ceifeiro maior. Não conseguiu vencer este combate sem tréguas, este corona-vírus insidioso e cruel, imperdoável, maligno.

Mas seu exemplo e sua alegria sejam a nossa alegria e exemplo, que sua força seja a nossa força, a embalar e guiar nossos passos. Ficaremos mais pobres sem seu convívio, certamente, empobrecidos nos nossos tão interessantes almoços das sextas-feiras, que ironicamente chamamos de “almoço dos vagabundos” e das segundas-feiras, no jantar tradicional deste Rotary Club de Copacabana, que tanto o pranteará.

Isaac era um bom. RIP. Que descanse em paz, com a certeza de bem e fielmente ter cumprido seus desígnios.

Restará a saudade, a memória do coração.

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